Como funciona a doação de plaquetas?
A doação de plaquetas é feita por aférese: uma máquina separa as plaquetas do seu sangue e devolve os demais componentes. O processo dura cerca de 1h30 e pode ser feito a cada 15 dias.
As plaquetas são fundamentais para a coagulação do sangue. Pacientes em quimioterapia, com leucemia ou que fizeram transplantes frequentemente dependem de transfusões de plaquetas — e elas têm validade curtíssima: apenas 5 dias após a coleta.
O que é aférese?
A doação de plaquetas é realizada por um processo chamado aférese. Funciona assim:
1. O sangue é retirado do seu braço por uma agulha. 2. Uma máquina centrífuga separa as plaquetas dos demais componentes. 3. O plasma, as hemácias e os leucócitos são devolvidos para o seu corpo. 4. Apenas as plaquetas ficam retidas no bolsão de coleta.
Quanto tempo dura?
O processo completo leva entre 1 hora e 30 minutos e 2 horas — mais tempo que uma doação de sangue total, porque a separação é feita pela máquina em tempo real.
Quem pode doar plaquetas?
Os requisitos são similares aos da doação de sangue, com algumas especificidades:
- Ter entre 18 e 60 anos
- Peso mínimo de 55 kg
- Contagem de plaquetas acima de 150.000/µL (verificada na triagem)
- Não tomar aspirina ou anti-inflamatórios nos 5 dias anteriores — esses medicamentos alteram a função plaquetária
Com que frequência posso doar plaquetas?
A doação de plaquetas pode ser feita a cada 15 dias, com limite de 24 doações por ano. Como o volume de hemácias retirado é mínimo, o intervalo é bem menor do que na doação de sangue total.
Por que as plaquetas são tão críticas?
Ao contrário das hemácias (que duram até 42 dias), as plaquetas vencem em 5 dias. Isso significa que os estoques precisam ser reabastecidos praticamente todos os dias. Hospitais com programas de transplante e quimioterapia dependem de doadores regulares de plaquetas.
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