Após uma alergia de pele, posso doar sangue?
Em geral, sim. Alergias de pele leves sem lesões abertas ou tratamento imunossupressor geralmente não impedem a doação, mas é preciso estar sem sintomas agudos no dia.
Reações alérgicas de pele — como urticária, dermatite de contato, eczema ou angioedema — são avaliadas individualmente na triagem para doação de sangue.
Quando a alergia de pele NÃO impede a doação
- Episódio alérgico já resolvido completamente (sem lesões ativas, sem prurido intenso)
- Uso apenas de anti-histamínicos orais (loratadina, cetirizina, fexofenadina, bilastina): geralmente aceitos
- Dermatite atópica leve em fase estável, sem lesões abertas
- Urticária crônica controlada somente com anti-histamínico
Quando a alergia de pele causa inaptidão temporária
- Reação alérgica aguda no dia — urticária generalizada, angioedema, prurido intenso: aguardar remissão completa
- Uso de corticoides sistêmicos (prednisona, betametasona injetável) para tratar a alergia: inaptidão durante o uso + período variável após
- Lesões abertas, exsudativas ou com risco de infecção secundária
- Uso de imunossupressores para dermatite grave (ciclosporina, dupilumabe, metotrexato): inaptidão temporária
Angioedema e anafilaxia
- Após episódio de angioedema grave ou anafilaxia, aguardar estabilização clínica completa e avaliação médica antes de tentar doar
- Se a causa foi identificada e controlada (ex.: alergia a alimento, picada de inseto), a aptidão é reavaliada individualmente
Dica para o dia da triagem
Informe o triagista sobre o histórico alérgico, os medicamentos que usa regularmente e se está em fase ativa ou de controle. Leve a bula ou o nome do anti-histamínico que usa para facilitar a avaliação.
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